Totem American Bulldogs

Como agir numa emergência veterinária? PDF Imprimir E-mail
A ação rápida e correta no caso de uma emergência pode fazer a diferença entre a vida e a morte do seu cão.
Nesse artigo (autor desconhecido) estão apresentadas as ações a serem tomadas em casos de emergências envolvendo o seu animal.



Caso o seu cão esteja poli-traumatizado (sofreu atropelamento com fraturas) é preferível (se possível) transportá-lo deitado numa tábua ou suporte rígido. É possível também que ele seja deitado de lado (chamado decúbito-lateral) sobre uma manta, toalha, ou pano. Nesse caso o transporte será feito segurando-se pelas quatro pontas, com objetivo de evitar inúteis e até perigosas trações dos membros.

Caso o o animal tenha sofrido traumatismos múltiplos e/ou estiver com convulsões, deve-se colocá-lo numa manta e segurá-la pelas quatro pontas. Esta forma de transporte evita reações inúteis no primeiro caso, bem como movimentos desordenados no segundo.

Caso haja uma hemorragia externa, deve-se colocar-lhe uma atadura fria. Além disso, no caso de uma insolação ou de um edema facial-conjuntival, pode-se aplicar-lhe uma compressa fria, para moderar a hipertermia.

No caso de parada cardíaca, tenta-se reanimar o animal puxando-lhe a língua, estimula e visa a desobstrução das vias respiratórias. E importante colocar-lhe, primeiro, uma mão sobre o tórax, para certificar se é uma síncope cardíaca e não respiratória. Em caso de parada respiratória, colocam-se as duas mãos abertas, uma sobre outra, sobre o tórax do cão, pressionando-o ligeiramente por duas vezes e, depois, retirando-as; deve-se, então, recomeçar, verificando se ele recupera a respiração.

No caso de convulsões, e a fim de prevenir qualquer traumatismo secundário, é prudente colocar o cão numa manta, como indicado acima, para lhe evitar os movimentos desordenados e facilitar o seu transporte. Deve-se evitar luzes fluorescentes e excesso de barulho.

Reações urticariformes: São reações de hipersensibilidade (alérgicas) generalizadas, menos severas que o choque anafilático (anafilaxia). Aparecem na pele e são bem visíveis na face onde se verifica o edema facial-conjuntival. Ocorre um aumento de volume das pálpebras, dos lábios e do focinho, conferindo ao cão um aspecto característico (cara inchada). Geralmente é desencadeada por picadas de insetos, medicamentos e certos alimentos, podendo aparecer dificuldades respiratórias. O tratamento é feito com antihistamínicos ou corticosteroides.

Traumatismo Ocular: Geralmente de origem vascular, por descolamento da retina ou por hipertensão intra-ocular, constitui uma emergência, pois a conservação da visão depende da rapidez do tratamento. Em todo o caso, e apesar de todos os progressos da medicina veterinária neste campo, o descolamento da retina, devido a um acidente simples, como por exemplo, a batida de uma bola de futebol contra a cabeça do cão, ainda não tem um tratamento que permita uma recuperação funcional satisfatória.


Prognóstico do Politraumatismo: O dono do cão que acaba de sofrer um acidente pode estranhar que o veterinário lhe diga que ainda é cedo demais para adiantar um prognóstico, mas uma resposta diferente, nesta situação, seria arriscada. O cão politraumatizado precisa ser colocado em observação, para verificar se todas as suas funções vitais se mantêm como devem.

Além das funções cardíacas e respiratórias, que se podem avaliar relativamente depressa, deve-se confirmar a integridade das vias intestinais e urinárias, bem como as funções esfincterianas. Nas patologias neurológicas, a recuperação funcional pode necessitar de certo tempo, o correspondente à reabsorção dos edemas cerebrais. Por isso, a complexidade do exame do cão politraumatizado exige toda a atenção do médico e toda a paciência do dono.

 
 
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