Totem American Bulldogs

Esquema de vacinação para o AB PDF Imprimir E-mail

A vacinação anual dos cães é uma das obrigações de todo proprietário ou criador. Nesse artigo apresentamos o esquema de vacinação usado no Canil Totem American Bulldogs.

Vacinação obrigatória para ABs

A tabela de vacinações a seguir deve ser seguida rigorosamente.

Vacina

Idade

Óctupla V8 60 dias
Pneumodog 75 dias
Óctupla V8 90 dias
Pneumodog 105 dias
Óctupla V8 120 dias
Anti-rábica 5 a 6 meses
Lembre-se de reforçar as vacinas ANUALMENTE

Observações importantes:

  • Use somente vacinas de ótima qualidade, de preferência importada. A diferença de preço entre uma de qualidade duvidosa e uma importada da melhor qualidade é muito pequena. Sinceramente, não vale a pena arriscar!
  • Para que tenha o efeito necessário, a vacina deve ter sido transportada e mantida sempre em baixa temperatura (entre 2ºC e 8°C), que seja aplicada corretamente e dentro do prazo de validade;
  • A vacina deverá ser aplicada por um veterinário. Isso é necessário para lhe dar com emergências, como a do choque anafilático, que embora raro pode ocorrer por alergia do cão à vacina;
  • O cão, ao receber a vacina, precisa estar saudável, caso contrário a doença tende a evoluir quando o sistema imunológico fica ocupado em reagir aos estímulos da vacina;
  • A vacinação é feita mensalmente entre os dois e quatro meses de idade e, depois, uma vez por ano.

As vacinas - descrição breve

Óctupla V8 – prevenção para as seguinte oito doenças graves:

1. Cinomose
- forte infecção no sistema respiratório, com corrimento nasal e ocular além de tosse, podendo evoluir para pneumonia. Outros sintomas são prostação, diarréia e vômito, com ou sem sangue, perda de apetite, febre, pata grossa e com descamação. A virose pode chegar ao cérebro e causar paralisia. Geralmente o mal é fatal. Pode ser curado quando se consegue fortalecer o sistema imunológico, mas as chances são pequenas e podem ficar sequelas como mancar, tique nervoso e epilepsia. A cinomose é causada pelo vírus paramixovírus.

2. Coronavirose
- produz inflamação no estômago, intestinos e fígado. O cão fica com diarréia, contendo ou não sangue, e vomita, além de perder o apetite e ficar prostado. A probalidade de cura é alta. O vírus causador é o Coronavírus canino.

3. Parvovirose
- os sintomas são os mesmos do Coronavirose, mas muito mais intensos. A diarréia vem com sangue, muito fétida. O cão vomita, fica com desidratação, depressão e às vezes febre. O vírus responsável é o Parvovírus canano 2. Há a possibelidade de o músculo cardíaco se inflamar e infeccionar (miocardite) e o cão Ter morte súbita. A chance de salvar o filhote é remota e ele pode apresentar miocardite como sequela.

4. e 5.  Leptospiroses Icterohaermonhagiae e Canícola
– causam morte por ação da bactéria leptospira (há dois tipos). Elas entram no organismo do cão atravessando seus poros ou por ingestão. Estão presentes principalmente na urina de ratos ou de cães infestados, e em água que a contenha, fato comum quando chove. O cão fica com febre alta, dores abdominais e, na icterohaermonhagiae, expele sangue na urina e nas fezes. É difícil salvar o animal. Se sobreviver, poderá Ter problemas nos rins, como insuficiência renal. 

6. Parainfluenza
– mal respiratório que culmina em muita tosse e pneumonia, e pode levar à morte. Outros sintomas são febre alta e conjuntivite ocular. A probalidade de salvar o filhote é alta quando o mal não vem acompanhado de outras viroses graves, como a Cinomose. É causada por vírus, bactérias ou protozoários, atuando em conjunto ou não.

7. Hepatites infecciosas
(Adenovirose 1 ae Adenovirose 2) – raras em cães, são transmitidas pelo vírus CAV-1 e CAV-2, respectivamente. Atingem fígado, rins e olhos. Os principais sintomas são febre alta, dor abdominal intensa, perda de apetite, congestão das mucosas, conjuntivite, corrimento nasal, aumento dos gânglios do pescoço, opacidade da córnea, dificuldade de respirar por problemas pulmonares (a doença pode levar a edema pulmonar, pneumonia e muita tosse), depressão, convulsão, hemorragia nasal e de pele. A chance de salvar o filhote é baixíssima.

Vacina anti-rábica: proteção importante 

A raiva é transmitida pela saliva de cães e morcegos portadores do vírus causador, o Rhabovírus, por mordida ou por contato da saliva com alguma ferida. O cão portador torna-se uma ameaça
à saúde pública.

Os sinais da doença são perda de  apetite, pêlos arrepiados e o cão se torna agressivo, com salivação intensa, pupilas delatadas, “mordendo” o ar, com latidos agudos, evitando contato com a água e apresentando convulsões. Ao atingir esse estágio, só resta a eutanásia, pois não há mais cura. Porém, se o mal for tratado no iní cio, é curável. Por isso, o homem e o cão, ao serem mordidos, devem ter a  ferida lavada com água e sabão e ser imediatamente submetidos a tratamento (o homem vai a um posto de saúde ou pronte-socorro e o cão a uma clínica veterinária).

Pneumodog

Os males respiratórios debilitam o organismo do cão, facilitando o aparecimento de viroses graves ou de pneumonia e morte. A Pneumodog aumenta a resistência aos vírus causadores, que são  diversos (inclusive o da Parainfluenza, combatido pela vacina V8).

Um dos sintomas desses males é a tosse profunda, o que os faz serem chamados de Tosse de Canil. Os sintomas iniciais são corrimento nasal, ocular e febre. Causam perda de peso e podem prejudicar o desenvolvimento dos filhotes. São doenças tratáveis no início, mas mesmo assim debilitam muito o organismo, podendo abrir portas para males fatais.

Referência:

Esse artigo é baseado na artigo publicado em Cães e Cia nº 250, Veterinária Cyntia Peixoto - Clínica Pêlo & Pen

 
 
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